15 de Outubro de 2009

César lamenta menor rendimento do FGTS em 42 anos

Publicado por Assessoria de Comunicação em Direto da Redação

César lamenta menor rendimento do FGTS em 42 anos

      

Ao comentar a notícia, publicada no jornal O Globo, de que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) apresentou o menor rendimento em 42 anos de existência, o senador César Borges (PR-BA) voltou a defender o projeto de lei de sua autoria que visa aumentar os ganhos dos trabalhadores com o fundo. “A remuneração atual do FGTS não consegue cobrir nem a inflação”, declarou, em discurso no Senado. Seu projeto (PLS 301/08) determina que 50% do lucro líquido do fundo sejam distribuídos aos cotistas.

César Borges afirmou que, apesar dos baixos rendimentos nas contas dos trabalhadores, o fundo vem obtendo “lucros extraordinários” nos últimos anos - entre 2001 e 2008, o lucro líquido teria sido de R$ 18,9 bilhões. Ele explicou que isso ocorre porque as aplicações do FGTS são remuneradas com taxas mais elevadas que aquelas pagas aos cotistas, a exemplo de títulos públicos remunerados a taxa Selic, empréstimos imobiliários para a classe média e financiamentos para estados e municípios, entre outras aplicações.

O senador lembrou que seu projeto aumenta os ganhos dos trabalhadores, justamente para compensar os baixos rendimentos. Assim, exemplificou ele, se a medida estivesse em vigor desde o início da década, “seriam repartidos, entre 2001 e 2008, cerca de R$ 9 bilhões com os trabalhadores”. Segundo César Borges, a proposta “não traz nenhum risco para o FGTS”, pois as restrições de saques para os cotistas permanecerão e os recursos do fundo continuarão financiando obras em habitação, saneamento e infraestrutura urbana.

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