César quer Força Nacional atuando em Salvador

O senador César Borges (PR-BA) pediu hoje (08) a convocação da Força de Segurança Nacional para patrulhar as ruas de Salvador e restabelecer a ordem na capital, após dois dias de violência contra módulos da Polícia Militar e ônibus de transporte urbano. O senador disse também que a Bahia foi nivelada por baixo com São Paulo e Rio de Janeiro, “onde problemas com o crime organizado são crônicos e vêm de muito tempo, enquanto na Bahia nunca houve esta situação”. Ele prestou solidariedade aos policiais vitimados.
A convocação da Força de Segurança Nacional dependeria do governador, mas o senador entende que a situação é emergencial, diante da falta de condição do governo baiano de controlar o crime organizado. “Espero que o governador possa ter até a humildade de convocar a Força de Segurança Nacional para uma situação de emergência como essa e reconheça que política de segurança não está dando resultados e que ele precisa da ajuda do governo federal para enfrentar o tráfico e o crime”, afirmou.
Para César Borges, por falta de uma política eficaz de segurança pública, criminosos ficaram audaciosos. “Policiais militares e a população de Salvador foram colocados num jogo de cabra-cega, no qual seus inimigos sabem quem são e podem alvejá-los a qualquer momento, mas os policiais não sabem onde estão os inimigos”, disse o senador. O senador disse ainda a onda de atentados mostrou que os soldados recebem apenas sete balas para enfrentar o crime organizado, usando coletes emprestados e sem saber o que fazer.
Segundo o senador, a polícia baiana perdeu sua capacidade de iniciativa e, mais ainda, sua capacidade de reação. “Sem capacidade de reação, a segurança pública adotou a solução mais simples: fechou os módulos policiais nos bairros mais distantes, por achar mais passíveis da violência dos criminosos, e, nos bairros centrais, ficou acuada, esperando novos ataques”, descreveu. Ele comparou a polícia a um time de futebol com bons jogadores, mas de técnico ruim e incapaz de organizar a reação.
César Borges disse que um projeto seu foi sancionado em lei pelo presidente Lula, punindo o uso de celulares em presídio, para impedir que chefes presos comandem quadrilhas, como ocorre agora. Também citou outro projeto seu, o PLS 65/2007, que coloca 2% dos recursos das loterias para o Fundo Nacional de Segurança Pública. O projeto ainda amplia a participação de estados e municípios no fundo. “A proposta beneficia a Bahia, mas será preciso um governo ágil para apresentar projetos e acessar os recursos”, advertiu.
Veja abaixo o vídeo (parte 1 e parte 2) do discurso do senador César Borges em plenário
