11 de Agosto de 2009

PMDB deixa governo ante o fracasso do projeto, diz César

Publicado por Assessoria de Comunicação em Direto da Redação

O senador César Borges (PR-BA) disse hoje (11), em discurso no Senado, que a saída do PMDB do Governo Wagner e o rompimento da aliança com o PT “decretou que este governo está morto, e que, se esperança havia (de melhorar) não há mais”. Para ele, “saem os que se viram frustrados com a falta de resultado no projeto comum; é a vez dos reservas e desavisados que virão completar o tempo até que os baianos votem para tirar o mau governo por um novo projeto para a Bahia”.

Para César Borges, a posição privilegiada do PMDB, que participava do governo, deu ao partido capacidade para entender melhor o que se passava. “A falta de projeto para a Bahia, a falta de comando, a incompetência das secretarias estratégicas do governo parecem muito mais graves do que se imaginou”, disse. O senador afirmou que, ao verificar a situação administrativa, “o PMDB viu que este governo não tem futuro, não tem vontade de avançar” e preferiu afastar-se.

O senador elogiou a postura do PMDB, por abdicar de cargos no governo para manter a coerência com os eleitores. “Se o PMDB resolveu sair é porque, realmente, o Governo não tem mais nenhuma chance de corrigir os rumos em busca do cumprimento de promessas assumidas nas últimas eleições”, afirmou. Ele lembrou que o próprio ministro Geddel Vieira Lima enviou cartas ao governo para alertar para a falta de rumo, antes de tachar a atual administração de “medíocre”.

De acordo com César Borges, desde o ano passado, vinha alertando, através de discursos, para o mau desempenho do Governo Wagner, pedindo por correção de rumos que nunca aconteceu. “O governador preferiu ficar olhando para o retrovisor, a dizer que tudo de errado veio do passado, quando a Bahia sempre foi um estado respeitado, admirado pelo seu equilíbrio fiscal, pela sua indústria de automóvel, pelo avanço do turismo, e nunca enfrentou o caos atual”, explicou

César Borges lembrou que a revista Veja, em julho, apontou crescimento de 79% em assassinatos nos últimos três anos, em Salvador. Ele também citou a epidemia de dengue, a maior que a Bahia enfrentou, e lembrou o erro que levou o governador a pedir desculpas ao desenhista Maurício de Sousa e o endividamento de mais de R$ 600 milhões do governo baiano, que há seis meses não paga fornecedores e construtoras, paralisando obras e serviços essenciais.

11 de Agosto de 2009

Senado aprova crédito para biodiesel

Publicado por Assessoria de Comunicação em Direto da Redação

Crédito para o Biodiesel

Proposta do senador César Borges (PR-BA) com incentivos à fabricação de biodiesel foi aprovada hoje (11), na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. O senador lembrou que um projeto anterior com proposta igual foi vetado pelo presidente Lula, que alegou invasão da competência do Executivo. Para contornar a dificuldade, ele reapresentou o PLS 18/2007 dando caráter autorizativo a essas linhas de crédito, sem definir obrigações para bancos públicos federais.

O projeto de César Borges aprovado agora prevê a criação de linhas de crédito voltadas para o cultivo de oleaginosas destinadas a matéria-prima de combustível, a exemplo de soja, milho, mamona, girassol, pinhão manso e outras, e para investimentos em unidades de produção de biodiesel. O senador quer que as linhas de crédito sejam dirigidas principalmente ao Nordeste. De acordo com ele, a região perde participação na produção do biodiesel, que era de 26%, mas que deve cair este ano para 17% da produção nacional, por conta de novas usinas em operação nas regiões Sul e Sudeste.

A proposta recebeu o apoio do relator, João Ribeiro (PR-TO). “Não sendo impositivo, mas facultativo, a proposta dá um norte para facilitar inclusive a produção de outras plantas oleaginosas”, afirmou. A matéria segue para exame na Comissão de Serviços de Infra-estrutura (CI), em decisão terminativa. César Borges já havia reclamado do atraso na votação da proposta. “O projeto já tem dois anos e nada tem sido efetivado concretamente, há só promessa porque não há incentivo em termos de crédito para deslanchar a atividade”.

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