César quer medidas de proteção para economia baiana
Medidas mais fortes do governo baiano para proteger a economia estadual da crise financeira foram cobradas hoje (10) pelo senador César Borges (PR-BA). Segundo o senador, os sinais de redução da atividade econômica são muito graves, e outros governos já anunciaram iniciativas concretas. “Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco já estão tomando providências, mas, no caso da Bahia, infelizmente, não se observa nenhum movimento semelhante”, afirmou.
Para César Borges, as poucas iniciativas do governo baiano foram tímidas, ante a gravidade do que vem ocorrendo. “Para fazer justiça ao governo baiano, foi anunciado parcelamento ICMS, mas somente para o setor metalúrgico, enquanto é preciso atender muitos outros setores”, afirmou. Segundo explicou, outros estados já fazem ampla prorrogação no pagamento de impostos, anistia de multas e débitos, além de redução de custeio da máquina pública.
“Nesse momento de crise, em que é fundamental se preservar empregos e a renda da população, exige-se uma atitude mais afirmativa das autoridades baianas no sentido de conduzir uma política de intervenção contundente”, defendeu César Borges. O senador acha que boas medidas foram tomadas pelo governo federal, como incentivos ao crédito e redução de alíquota de IPI, “mas é necessário, de outro lado, que se some as ações federais com ações vindas do governo da Bahia”.
Segundo César Borges, os sinais de desaquecimento da economia baiana estão aparecendo. “Somente no mês de fevereiro, uma pesquisa do IAF Sindical estima que houve uma redução de R$ 90 milhões na arrecadação do ICMS, e se corrigida pela inflação, essa queda alcança a R$ 158 milhões”, afirmou. Do mesmo modo, acrescentou, no último trimestre de 2008, a produção industrial na Bahia caiu 5,5% cotejado com o mesmo período de 2007.
César Borges lembrou que, ainda mais grave, foi a queda do PIB nacional de 3,6% no quarto trimestre de 2008, comparado com o terceiro trimestre do mesmo ano, o pior desempenho da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciada em 1996. “A prudência manda que medidas sejam tomadas, porque analistas nacionais e internacionais prevêem fase muito ruim para economia internacional e, por conseqüência, da nacional”, alertou.